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Surgery alone versus chemoradiotherapy followed by surgery for stage I and II esophageal cancer: final analysis of randomized controlled phase III trial FFCD 9901

Análise Descritiva do Artigo:

Residente R5 Cancerologia Clínica: Patrícia Mendes Arent

Data: 08/09/2014.

O impacto da neoadjuvância no câncer de esôfago em estágios iniciais é desconhecido. O estudo acima é um estudo randomizado fase III que investigou se quimiorradioterapia neoadjuvante melhora os resultados em pacientes em estágios I ou II no câncer de esôfago.

O desenho do estudo segue abaixo:

* QT+RDT neoadjuvante= Fluorouracil 800mg/m² e Cisplatina 75mg/m² + RDT 45Gy total.

O desfecho primário foi sobrevida global. Enquanto que os desfechos secundários foram sobrevida livre de doença, morbidade pós-operatória, mortalidade intra-hospitalar, taxa de ressecção R0 e identificação de fatores prognósticos.

Nesse estudo a maioria dos paciente se encontrava respectivamente: no estágio IIA (53%), IIB (27,7%) e I (19%). Com relação aos resultados do estudo temos que a taxa de ressecção R0 foi de 93,8% para o grupo QT+RDT neoadjuvante versus 92,1% para o grupo cirurgia (p=0.749). No seguimento de 3 anos temos uma taxa de sobrevida global 47,5% (QT+RDT neoadj) versus 53% (cirurgia) com valor de p não significativo. A taxa de mortalidade pós-operatória foi 11,1% versus 3,4%, p = 0,049(QT+RDT neoadjuvante X cirurgia). Esse estudo foi interrompido precocemente devido à futilidade dos achados.

O autor do estudo conclui que após um seguimento mediando de 93,6 meses QT + RDT neoadjuvante não ofereceu benefícios em sobrevida, mas aumentou a mortalidade pós-operatória.

Na análise desse estudo algumas considerações devem ser feitas, uma delas diz respeito ao número de pacientes envolvidos que foi pequeno. Este fato pode ter influenciado o poder estatístico em determinar os benefícios de sobrevida.

Além disso, quando comparamos com o estudo CROSS temos que a maioria dos pacientes possuía o subtipo histológico adenocarcinoma (cerca de 75%), já no estudo FFCD9901 o subtipo que predominou foi carcinoma escamocelular representando cerca de 70%.

Outro fato a ser mencionado com relação ao estudo FFCD9901 seria o estádio dos pacientes, sendo que a maioria apresentava estágio clínico inicial (poucos pacientes com linfonodos acometidos e poucos T3), assim nesse caso o beneficio da neoadjuvância acaba sendo menor. Outra questão diz respeito ao regime de quimioterapia diferiu entre os dois estudos.

 

Referências:

Mariette, C. et al. Surgery alone versus chemoradiotherapy followed by surgery for stage I and II esophageal cancer: final analysis of randomized controlled phase III trial FFCD 9901. Journal of Clinical Oncology. doi 10.1200/JCO.2014.55.7231

Hagen, P. et al. Preoperative chemoradiotherapy for esophageal or junctional cancer. The New England Journal of Medicine. 2012; 366: 2074-84.

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